Venho tendo sonhos com você. Assim, de forma irregular, esporádica, da maneira que era quando te conheci. Às vezes quando te convidava pra jantar, você reagia de uma forma com a qual até hoje espero retorno em outra mulher. Outras, no entanto, me faziam te odiar pro resto da noite. Buscava uma maneira de te tirar da minha vida, quando você resolvia aparecer e resolver tudo. “Eita homem bobo”, dizia minha mãe. “Ora, ora, filho... Eu não lhe disse?” Disse. Mas você falou tantas outras coisas, e eu só as ouvia. E naquela confusão de disses, na instabilidade de suas palavras, nas horas de espera por sua vinda eu cá estou, materializando-te em sonhos ou em imaginação, eu não sei bem.
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