A volta pra casa foi um fracasso. Aquela poltrona 29A que a atendente japonesa emburrada da TAM me deu era a última do avião, não reclinável. Desde o começo sabia que ela tava de sacanagem. Fiz o trajeto Londrina – Curitiba, Curitiba – São Paulo com um seco sentado do meu lado que ficava olhando pras aeromoças e fazendo caretas, e dizendo “que gostosas” o tempo todo, pra mim e pra todos os que estavam em volta, mesmo senhoras. Cara chato. Quanto pousamos em São Paulo, uma senhora muito gentil foi perguntar da onde ele era, e acho que o cara interpretou mal porque começou a secar a bunda da senhora que tinha idade pra ser a mãe dele. Pois bem, desci em SP e já tinham aberto o embarque pra Brasília em outro portão, mas esqueceram de me avisar. Fui o último a embarcar, juntamente com uma menina de Brasília. Que bonito, perdidos em Guarulhos. O que me fez achar o avião foi uma nação com a blusa JEBS 2009 RONDÔNIA azul. Isso mesmo, o vôo voltou lotado de uma pirralhada rondoniense, entre 10 e 14 anos, gritando e fazendo farra, correndo pelos corredores. Comendo todo o serviço de bordo. Mais da metade do avião, sem brincadeira. Acabou que eles acharam aquilo uma montanha russa. Cada manobra de vôo era acompanhado de “oooola” e gritos agudos das meninas medrosas. Desci muito puto em Brasília, 20h. Tentando achar meu portão, vi uma dessas minhas colegas de vôo que vinha correndo e, sem reduzir o passo, vomitou o carpete do saguão do aeroporto. Meu vôo tava previsto pras 22:30, saiu 23:15 com de novo a equipe do JEBS, eba! Sabia que não ia conseguir dormir na volta, então só rezei pra que nenhum deles sentasse do meu lado. Sentaram atrás, três meninas. O problema é que duas não eram pra estarem ali, e começou a confusão quando os dois garotos donos das poltronas queriam sentar lá, e elas não queriam sair. Nem os comissários deram jeito, mandaram os moleques sentarem no lugar delas. Aí chegou o técnico deles e o técnico delas, e começaram a discutir pra por ou não esse povo no lugar. Nisso comecei a ouvir um monte de reclamação, e até um cara que disse “só podia ser de Rondônia”. Nem liguei. Já vinha comemorando porque nenhum deles havia sentado do meu lado, quando senta uma coisa (?) que até agora não sei se era uma enorme mulata ou um traveco, com um cabelo ultra Black Power, senta na poltrona do meio. E eu na janela. Tive que ir curvado pro lado da asa pra não encostar naquele poodle. E pior, toda hora que eu ia analisar se aquele ser dormia, ele tava olhando pra mim! Ainda inventei de ir de moletom, e o avião tava quente demais, mas eu não podia me dar ao luxo de tirar a jaqueta senão eu esbarraria nele(a) e podia ser pior.
Quando chego em Porto Velho, acontece o que eu mais queria que acontecesse em Londrina: Frio. Vai ser azarado assim em Rondônia, hein?
Quando chego em Porto Velho, acontece o que eu mais queria que acontecesse em Londrina: Frio. Vai ser azarado assim em Rondônia, hein?
JJJJJJJJJJJJJJ e se voce tirasse a blusa ela(e) iria achar que voce tava fazendo strip pra essa Gaga do seu lado JJJJJJJJJJJJJJJJJ
ResponderExcluir