segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ao invés da voz

Tenho preferido meus versos ultimamente
Te escrevo para não te dizer
Que mudastes o rumo de minhas palavras
Antes te modelava, emoldurava
Hoje deprecio-te em segredo, só pra mim
Como quem se arrepende do já dito
Faço-te em derradeiras estrofes
A fim de não mais te escrever
Pra não ir de encontro com a tinta gasta
Antes um poema póstumo
Do que erratas explícitas
Feitas de algazarras rítmicas


Matheus Moura - 19 de janeiro de 2009

2 comentários:

  1. Que seja feito de algazarras rítmicas ou descompassadas, mas que não haja arrependimentos!
    Todas as coisas da vida, valem a pena, todas.

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