segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O valor do tempo

Todos os dias ouvimos pessoas falando que não viram o tempo passar, que as horas voaram, que os anos têm corrido mais depressa. Não sou exceção. Se alguém me prometesse hoje que daqui cinco anos eu teria um dia muito feliz, eu acharia que seria um blefe, ou tempo demais. Se esse alguém me dissesse que em cinco anos eu modelaria meu futuro e o de minha família (pra melhor, assim espero) eu diria que seria pouco tempo. É e não é. Meus caros, cada passo tem seu preço. E o melhor dessa vida é acharmos que sabemos pra onde estamos andando, mesmo sabendo que estamos completamente perdidos. Em pouco menos de cinco anos eu decidi o que eu acho que será minha profissão durante toda a vida. Travei brigas comigo mesmo em torno dos meus interesses. Quis desistir, mudei tanto meu foco que acabei voltando pro mesmo que havia começado. Me descobri em números e planos. Ou melhor, projetos. Hoje há em mim a sensação de dias realmente vividos, degustados em 12, 13 e, principalmente, 14 de agosto. Não somente pelo prefixo “Eng.” antes do meu nome. Não somente pelo dever cumprido de um ensino superior. Isso eu já tinha sentido em junho, pós monografia. O que eu ainda não tinha visto era a força de um cumprimento e a sinceridade das “boas sortes” que ritmaram a noite. Aqueles são os tapas nas costas que te fazem seguir, que te dão orgulho e que te motivam ainda mais a buscar o futuro e não esperar ele esbarrar em você. Esse é o valor do tempo, bumerangue. Me trouxe de volta a melhor fase da minha vida.

Oi, meu nome é Matheus, tenho 23 anos e sou Engenheiro Civil. É hora de construir minha vida.

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