sexta-feira, 12 de junho de 2009

Hoje não é dia dos namorados

Todos os casais hoje comemoram sua união. Vi pessoas casadas trocarem presentes. Vi os ainda-sem-compromisso sorrirem entre si. Vi os ex-namorados se permitirem novamente. Hoje é o dia dos casais. A diferença é que os casais hoje em dia são, muitas vezes, ímpares. A menina chorou porque seu namorado não lhe deu presentes. Ele mesmo era presente pra outra moça. Há senhoras por aí querendo outros maridos de presente, e maridos querendo dar as esposas, pra quem quer que aceite. O descompromisso tem sido aceitável de forma não espantosa pela maioria de nós. Inclusive isso é um dos grandes pesos dos aceites de propostas de relacionamentos hoje em dia. Ou é a intensa curiosidade de um ménage aflorando por aqui, ou é a insaciável ganância da gente, do tipo colecionadores. Eu ainda simpatizo com a fidelidade. Não é egoísmo, é a graça. Mas não gosto dela obrigada, gosto da administrada. Fazer uma pessoa perder a cabeça por você é um dos maiores prazeres que se pode ter em uma relação. Rir pro cheiro, tocar os lábios e lembrar da noite passada, por culpa de uma pessoa. Emoldurar um sorriso e dizer que o dela é o mais bonito que você já viu. Isso é de se comemorar hoje. Então, a fidelidade da sua parceira é intimamente ligada à sua capacidade de sustentar sentimentos, e surpreender, pra que a rotina de estar ao seu lado seja mais agradável do que a sensação de pular a cerca. Aliás, hoje a saudade é fiel a mim.

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