Se interessas a ti
Encontro-me no mesmo labirinto de soluções falíveis que me deixou
No intuito de prender olhos e coração no passado
Como quem quer fazer dali seu futuro
Embora muito sei que me julgas indiferente
E que nisso se diferes de mim, que te expõe como troféu
Pelo improviso do nosso enredo
Peço-te não mais do que trégua
Em nome da própria esperança que cultivo
Achando que és como as demais
Que se arrepende de forma inconseqüente
Para criar um cais feito de perda e ausência
Desse que se ancora no futuro
Sei bem que não és assim
E sei também que não pensas em mim
Por isso penso em nós dois
Uma espécie de herança da nossa soma
Ou seria apenas costume?
Eu sempre achei que os seus escritos tem um quê de tristeza, mesmo te conhecendo o suficiente pra saber que triste tu não és.
ResponderExcluirE eu sempre me identifico com eles, sejam em um todo, ou só por causa de uma linha.